Minha alma em algum lugar se perdeu..Tão incerta eu estava..minha mente confusa buscava explicações..Tantas vezes eu andava insana..Não tinha mas sentido..Não vale mas a pena..Tanto faz comer..Viver. ..Existir..Mas Ele ...Ele ..Aquele que tudo vê, não desistiu de mim..Disse que tudo isso iria passar, me colocou em seus braços e cantou uma canção de ninar..E eu hipnotizada, confortada..Sendo acalentada por Ele como uma criança que não sabe mais para onde ir..Não sabe a quem recorrer..Ele me levou pra um lugar mais alto..mais alto..Com Ele eu ando muito mais alto.."mais puro, mais santo, mais livre".. Agora não sou eu quem vive..Ele vive por mim..Eu tive que morrer pra Viver..Eu o amo..Amo a sua vida..Amo o seu mover..Amo sua vontade..Amo seu sacrifício..Amo suas promessas..Tu és meu abrigo Jesus..É meu TUDO..minha razão de viver..a existência de nós todos..O sangue derramado na cruz foi em nosso favor..Depois de um tempo todas as mais belas canções e declarações são pequenas pra ELE. Tudo é efémero.. ao comparamos com sua beleza..Meu vaso de alabastro derramo em seu favor..A todo minha riqueza que guardei pra Você Amor ..Meu Amado..Noivo..Ele está aqui..Eu sinto..Reconheço seu chamado..É a nossa vocação..É meu destino ser Dele..Como a virgem que espera sedenta por seu Amado..Eis - me aqui Jesus..Te reverenciamos..Não há nada igual a sua presença..Fala comigo..Antes mesmo da minha existência ,Ele me amava em primeiro lugar..Sabia como eu seria..Meu jeito..Meus defeitos..Das minhas quedas..Sabia a cor dos meus olhos, os meus cabelos..Os dons Ele me deu..Como d'diva..Essa lua é pra você..Esse sol é pra você..Todo esse mar vasto que tu tanto gosta é para seu deleite..Hoje vivemos pela fé..No sobrenatural..Jesus é liberdade !
" Aquele que não renuncia tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo."
Lucas 14:33
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Se Tua Alma Gostasse de Voar..

Se tua alma gostasse de voar te levaria por campos infindáveis..e por lugares nunca habitados ..onde sentimentos de qualquer forma seja puro seja leviano percorre por nossos corpos...Se tua alma gostasse de voar iríamos nas mais altas montanhas e ver o que preparou pra nós..Sentir a liberdade correndo por nossas veias..Transpondo os limites da razão e emoção..
O meu querer é complexo demais pra você entender amor..Deita e dorme..Descança..Deixa Ele resolver aquilo que não está ao nosso alcance..Eu queria te colocar em meus braços..Como o cavaleiro e sua Diva Divã..Te dizer tantas coisas..Que Você nunca ouça de ninguém..
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Brilhe sua luz em mim...
Como se eu sempre tivesse estado perdido neste sonho..Os rumores do Céu..Brilhe sua luz no meu caminho..Eu acho que verei você entorno da minha mente..

Ele
meu deu diamantes por olhos..Eu ofereci meu coração..Acho que amei você desde o começo.. Algumas vezes eu sinto como se eu estivesse vivendo no sonho de alguém..

terça-feira, 6 de novembro de 2007
Mulher Misteriosa
Amante dos poetas,
Protetora dos profetas,
Cama dos mendigos,
Amiga dos amigos.
Companheira dos vagabundos
Mulher misteriosa, que nenhum
Homem conhece a fundo
Mulher que nos nina feito crianças,
Trazendo as nossas mais escondidas lembranças.
Conselheira dos equivocados e pecadores,
Mãe de paixões e amores.
Às vezes atormentadora,
Às vezes consoladora…
Mas, sempre tão santa! Tão profana!
Tão humana!
Deus podia dar-lhe o nome de:
Maria, Selma, Ana…
Mas, deu-lhe outro nome doce
Noite.
Gilvã Mendes
Protetora dos profetas,
Cama dos mendigos,
Amiga dos amigos.
Companheira dos vagabundos
Mulher misteriosa, que nenhum
Homem conhece a fundo
Mulher que nos nina feito crianças,
Trazendo as nossas mais escondidas lembranças.
Conselheira dos equivocados e pecadores,
Mãe de paixões e amores.
Às vezes atormentadora,
Às vezes consoladora…
Mas, sempre tão santa! Tão profana!
Tão humana!
Deus podia dar-lhe o nome de:
Maria, Selma, Ana…
Mas, deu-lhe outro nome doce
Noite.
Gilvã Mendes
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Ode a Poesia

Perto de cinqüenta anos
caminhando
contigo, Poesia.
A princípio
me emaranhavas os pés
e eu caía de bruços
sobre a terra escura
ou enterrava os olhos
na poça
para ver as estrelas.
Mais tarde te apertaste
a mim com os dois braços da amante
e subiste
pelo meu sangue
como uma trepadeira.
E logo
te transformaste em taça.
Maravilhoso
foi
ir derramando-te sem que te consumisses,
ir entregando tua água inesgotável,
ir vendo que uma gota
caia sobre um coração queimado
que de suas cinzas revivia.
Mas
ainda não me bastou.
Andei tanto contigo
que te perdi o respeito.
Deixei de ver-te como
náiade vaporosa,
te pus a trabalhar de lavadeira,
a vender pão nas padarias,
a tecer com as simples tecedoras,
a malhar ferros na metalurgia.
E seguiste comigo
andando pelo mundo,
contudo já não eras
a florida
estátua de minha infância.
Falavas
agora
com voz de ferro.
Tuas mãos
foram duras como pedras.
Teu coração
foi um abundante
manancial de sinos,
produziste pão a mãos cheias,
me ajudaste
a não cair de bruços,
me deste companhia,
não uma mulher,
não um homem,
mas milhares, milhões.
Juntos, Poesia,
fomos
ao combate, à greve,
ao desfile, aos portos,
à mina
e me ri quando saíste
com a fronte tisnada de carvão
ou coroada de serragem cheirosa
das serrarias.
Já não dormíamos nos caminhos.
Esperavam-nos grupos
de operários com camisas
recém-lavadas e bandeiras rubras.
E tu, Poesia,
antes tão desventuradamente tímida,
foste
na frente
e todos
se acostumaram ao teu traje
de estrela cotidiana,
porque mesmo se algum relâmpago delatou tua família,
cumpriste tua tarefa,
teu passo entre os passos dos homens.
Eu te pedi que fosses
utilitária e útil,
como metal ou farinha,
disposta a ser arada,
ferramenta,
pão e vinho,
disposta, Poesia,
a lutar corpo-a-corpo
e cair ensangüentada.
E agora,
Poesia,
obrigado, esposa,
irmã ou mãe
ou noiva,
obrigado, onda marinha,
jasmim e bandeira,
motor de música,
longa pétala de ouro,
campana submarina,
celeiro
inextinguível,
obrigado
terra de cada um
de meus dias,
vapor celeste e sangue
de meus anos,
porque me acompanhaste
desde a mais diáfana altura
até a simples mesa
dos pobres,
porque puseste em minha alma
sabor ferruginoso
e fogo frio,
porque me levantaste
até a altura insigne
dos homens comuns,
Poesia,
porque contigo,
enquanto me fui gastando,
tu continuaste
desabrochando tua frescura firme,
teu ímpeto cristalino,
como se o tempo
que pouco a pouco me converte em terra
fosse deixar correndo eternamente
as águas de meu canto.
Pablo Neruda
(Tradução
de Thiago de Mello)
terça-feira, 30 de outubro de 2007
O Bailado sobre o luar..

Bailando sob a lua nos encontramos toda noite...Eu como sempre com meus cabelos lânguidos a sua espera..Nossos gestos delicados, faz-nos flutuar..Pairando sobre a neblina singela que preparou todo ambiente. Minhas recordações me leva a um lugar no qual um dia foi meu mundo escuro..Trancafiada eu te procurava..Vivias em meus sonhos..Eu dormia pra te ver novamente só por um instante..Por muito tempo fui escrava do meu senhor, ele era implacável..me escondia da sua voz a me chamar..Eu não podia fazer nada...sabia que me esperava lá fora. Ele dizia " você não vai conseguir" , persisti.
Mas sabe, teve um dia meu corpo quebrado de tanto lutar, sussurava ao meu ouvido pra minha vida eu acabar..Mas eu sabia , tinha um mundo lá fora diferente do que conhecia...Com pessoas livres para amar..Eu cai..Me machuquei..Me arranhei..Foi por um fio, outra dessas não volto mais. Saí , fui desertora do meu dono..Ele me caçou..me farejava em todo lugar..E eu quietinha sabia "vai passar". Foi difícil eu sei..mas faria tudo novamente..E hoje me aconchego em tuas palavras e no silêncio tu me dizes coisas ,nunca pensei ouvir. Não se perca mais de mim amor..Segure em minhas mãos eu te levo..Te levo ao centro do meu coração..Ande devagar..Aproveite a vida é curta..Não seja uma coisa que você não é.
Me siga..vou te conduzir..eu sei o caminho..O meu senhor ele me machucava..batia em meu rosto..me fazia sentir suja..Ainda sinto o cheiro dele em volta de mim..Esse já se foi..Acordei um dia minhas mãos sujas de sangue...Está tudo bem , ele não volta mais..Agora o reinado é teu...é a nossa maneira de viver as coisas.
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Ismália

Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.
No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...
E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...
E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...
As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...
(Alphonsus de Guimaraens)
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